Segurança, iluminação e saneamento foram algumas das áreas abrangidas pelos projetos que a Brascan e a RJZ Cyrela apresentaram a cerca de 40 moradores do Bosque Marapendi, em reunião realizada ontem para discutir os impactos da construção do empreendimento Barra Prime - que será construído entre as avenidas Dulcídio Cardoso e Evandro Lins e Silva, na área conhecida como Buraco do Athayde, na Barra.
O encontro reuniu o diretor comercial da Brascan, Augusto Ezagui; o coordenador de marketing da RJZ/Cyrela, Ricardo Barbieri; o presidente da Associação Bosque Marapendi (ABM), Renato Sayão; Mauro Simões, responsável pelo marketing da ABM, e outros representantes da região. Moradores levantaram dúvidas sobre o impacto que a construção do centro empresarial causará à região, uma vez que serão ocupados cerca de 10 mil metros quadrados, com torre de 20 andares de salas e mais cinco de garagem, centro comercial, academia e spa.
As empresas prometeram ir além da resolução de problemas pontuais. Paralelamente à construção do Barra Prime, a Brascan e a RJZ/Cyrela apresentaram planos de melhorar em 60% a iluminação da área; de contratar equipes de segurança particular, que farão rondas 24 horas por dia em torno na extensão das avenidas próximas ao empreendimento; e de negociar com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) a cessão de guardas municipais para organizar o trânsito no entorno.
Os representantes das construtoras também se comprometeram a organizar os estacionamentos próximos ao local, manter uma estação de tratamento de esgoto no prédio e medir, periodicamente, a qualidade da água do Canal de Marapendi e do saneamento feito pela própria empresa.
As principais preocupações levantadas foram com relação à circulação de ar e à logística, mas as empresas garantiram que irão interferir o mínimo possível na rotina da região.
- O primeiro questionamento foi se a Barra não estaria se transformando em uma Copacabana, por conta dos grandes prédios. Outro ponto abordado foi a questão logística, de entrada e saída de caminhões durante a construção. Mas as empresas apresentaram boas soluções, como deixar um espaço entre os prédios para a circulação de ar, e se comprometeram a fazer carga e descarga de caminhões fora do horário de rush - contou Mauro Simões.
A ABM - que reúne 30 mil moradores - será beneficiada em outros aspectos. A associação terá todas as suas atividades culturais, esportivas e ambientais patrocinadas pela Brascan e RJZ/Cyrela. Além disso, dentro da associação será instalado um estande das construtoras, que servirá também como sede de uma ouvidoria para os moradores.
Na próxima semana uma nova reunião será realizada, desta vez com a participação do oceanógrafo David Zee, para discutir os impactos ambientais do empreendimento. A princípio, o encontro será realizado na próxima quinta-feira.
Fonte: JB Online (RJ)